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XXI BROOKLINFEST - UMA CELEBRAÇÃO BEM SUCEDIDA DA DIVERSIDADE MULTICULTURALQUE UNE ALEMANHA E BRASIL

O evento foi uma oportunidade para o público desfrutar de uma variedade de alimentos, estilos musicais, trabalhos acadêmicos e livros de imigração alemã do Estado de São Paulo

Nos dias 17 e 18 de outubro, o BrooklinFest reuniu  centenas de dançarinos, músicos, artistas de diversas partes do mundo e um público com idade variada para apreciar o multiculturalismo no quadrilátero das ruas onde acontece a festa: Joaquim Nabuco, Barão do Triunfo, Princesa Isabel e Bernardino de Campos, na região do Brooklin. O evento de dois dias ao ar livre foi um paraíso para os aficionados por dança, cinema, música, gastronomia, exposição e literatura, os quais voltam ano após ano e levam a família para compartilhar entretenimento e conhecimento em um só lugar.   

A 21ª edição do BrooklinFest foi organizada pela AEMB - Associação dos Empreendedores e Moradores do Brooklin e teve como tema “Zusammen (juntos) - Ações que Transformam”, que foi justamente pensado para promover ações de convivência e transformação social, sendo uma delas o resgate da cidadania através da proximidade com o Poder Público.  

Os presentes foram expostos a uma diversidade de músicas, desde erudita ao rock. No palco Orquestra, localizado na Rua Bernardino de Campos 145, teve apresentação dos grupos: Coral Sol Maior, Quarteto Martins Fontes - Santos, Regional de Choro InfantoJuvenil do Guri Santa Marcelina Cultura, Big Band InfantoJuvenil do Guri Santa Marcelina, Projeto Passarim do Céu grande Uirapuru, Grupo Azul - Coral USP e André Juarez, Camerata Monte Azul, Entidade social Gotas de Flor com Amor, Old Boys, Grupo Timba Loca EMESP e muito mais. Vale salientar o Grupo de Cordas de Ribeirão do Meio, região antes conhecida como Kirchdorf, o qual participou pela primeira vez da cerimônia e tem mais de 100 anos de existência.

Já o espaço multicultural na Rua Joaquim Nabuco, foi marcado por várias performances, entre elas estavam as danças folclóricas alemãs dos grupos Sonnenblume, Gold Und Silber, Tanzfreunde, Associação dos Músicos Profissionais de Pomerode, Edelweiss, Tirol, etc. Outras demonstrações artísticas ficaram por conta da Entidade Social Abrace, AACD - Associação de Assistência à Criança Deficiente, apoio Casa Fernandes de Pneus, Associação pela Família com Projeto Passarim e Nova Escola, Santa Marcelina Organização Social de Cultura com Projeto Guri e EMESP, Organização Social Dom Bosco com capoeira e dança.                    

E muitos pais foram com os filhos no espaço Criança que estava cheio de atividades recreativas interessantes para os pequenos e apresentações de danças e teatro, como da Escola Movimento, Colégio Benjamin Constant, Mudwolf Groove, cujo repertório se caracteriza pelo pub rock, etc. Outro destaque foi para o Grupo de Fanfarra da escola Rangel Pestana de Amparo, as pessoas gritavam e aplaudiam de forma contínua ao ritmo dos instrumentos como trombetas e bumbos. A fanfarra também contou com um corpo coreográfico o qual realizou movimentos acrobáticos com bastões.

Os visitantes puderam conversar com o autor do livro Trocando Ideias com Hostil - Várias Polêmicas de Gilvan Conceição Oliveira (Hostil). Ao mesmo tempo em que falavam sobre a obra, era possível curtir o som uma banda da Escola Estadual José Porphyrio da Paz, onde Hostil dá aula de história e mantém um projeto musical.

A festa contou com a presença dos historiadores e pesquisadores da Imigração Alemã, como Flávia Renata da Silva Varolo e José Luis Felix os quais juntamente com Arilda Ines Miranda Ribeiro escreveram o livro “Trajetória Educacional dos Imigrantes Alemães no Interior do Estado de São Paulo. Uma escola alemã na Colônia Riograndense 1922-1938 (Maracai/Cruzália SP)”. “Ficamos felizes em recuperar e preservar essa colônia alemã que foi a maior do interior de SP”, conta José Luis.   

Os professores e autores do livro deram uma cópia autografada ao Secretário de Justiça de São Paulo Aloísio de Toledo César o qual ficou feliz e fez um tour pela festa para compreender de perto a dimensão do evento.

A Galeria Brooklin abrigou uma exposição de fotografia da história da imigração alemã no Estado de São Paulo realizada pelo próprio curador do evento Luiz Delfino Cardia. A AEMB buscou explorar movimento da cultura paulista, com 70 cidades de imigração alemã. Em frente ao espaço, colocaram-se alguns livros para o público explorar mais os aspectos migratórios deste povo e um mapa que foi preparado pela equipe da organização da programação cultural do evento, o qual apontou as regiões do estado mais habitada por esta população. Através de um levantamento apurado de dados, identificou-se os locais em que a cultura dos povos os quais se instalaram no Brasil, entre os séculos XIX e XX, foi e continua sendo essencial para as tradições, a culinária, a arquitetura, entre outras características oriundas das colônias.   

Os visitantes ficaram admirados com o grande número de opções gastronômicas e com dúvidas sobre o que comer, pois muitas barracas ofereceram uma miscelânea nacional e internacional de alimentos, como as comidas alemãs Joelho de Porco (Eisbein) com chucrute, Salsichas Cervelá, Salsicha Weisswurst e Strudell de maça. Além das gostosuras brasileiras como Acarajé, Cocada, Tapioca e pratos de outros países, como Paella e Yakissoba.

Os cinco restaurantes também contribuíram para saciar a fome da galera, três deles eram da SOBEI - Sociedade Beneficente Equilíbrio de Interlagos, que trabalhou com voluntários e usará o valor arrecado na manutenção das creches, em projetos para jovens, adultos e idosos.   

Quem andou pelo quadrilátero do Brooklin observou artesanatos de muitos tipos, animais para adoção, ação promovida pelo Centro Veterinário Brooklin junto com Instituto Luisa Mell e os adeptos das atividades físicas participaram da Caminhada da Família, programa da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo ou foram de bike até o evento e guardaram as bicicletas nos cinco paraciclos disponíveis em três locais.

Pelas ruas, viam-se um público eclético, o Desenvolvedor de Sistemas Rafael Almeida, 25, foi se divertir com a namorada e a prima: “este evento é alegre e serve para a família inteira, pois as pessoas de faixas etárias distintas podem passar um tempo agradável juntos. Muitas vezes, colocamos ‘nossas viseiras’ e vivemos no nosso pequeno mundo, o BrooklinFest mostra que há muito mais lá fora”.

O aproveitamento do espaço público foi bem visível com o cinema open air (ar livre), pois a parede do estacionamento do edifício Nex Office transformou-se uma “tela”, exibindo filmes da Filmoteca Goethe.

Já no prédio CIESP, foi exposto o livro de poemas Navegar é Conciso do professor Carlos Emílio Faraco, em conjunto com as ex-alunas Luciana Marques Ferraz e Vivian Evelyn Huszar.

O curador cultural Luiz Delfino Cardia relata que o evento é para mostrar uma Alemanha e um Brasil multicultural com suas diversas particularidades tradicionais e contemporâneas, além de passar por outros países. A festa cresceu e se tornou uma parte integrante da nossa cultura e calendário, mas não sem a participação ativa dos artistas em geral, voluntários e membros do Setor Público. Ele expressou a gratidão pelo apoio contínuo ao BrooklinFest. “Em nome dos membros da AEMB, agradeço os voluntários que nos apoiaram e todos aqueles que participaram neste evento, nossas famílias e parceiros que nos ajudaram ao longo do caminho. Vocês fizeram jus ao tema desta edição, ‘Zusammen (juntos) - Ações que Transformam’ e foi maravilhoso”.

Ademar Távora, vice-presidente da AEMB, fala com orgulho das conquistas: “fazemos parcerias com cidades e municípios do estado de São Paulo e também com cidades de fora, como Pomerode de Santa Catarina e da Alemanha. Para esta edição, conseguimos apoio de 70 instituições”.

O Presidente da AEMB Pietro Iaconelli ficou satisfeito com o desfecho: “o resultado do BrooklinFest é uma união de esforços em favor da diversidade multicultural a qual integra a Alemanha e Brasil, alinhando a multiculturalidade dos dois países”.

Mais informações através do site www.aemb.org.br